Com objetivo de apresentar algumas relações entre a música popular e sua dimensão social brasileira, ou seja, suas amplas relações culturais (nas canções de autor, nas canções tradicionais, na música de carnaval, etc.), a 13ª edição do curso Música e Sociedade no Brasil começa na próxima segunda-feira, às 19h.
Este programa foi desenvolvido na Casa América Catalunha, entre 2011 e 2013, com atuações presenciais de músicos brasileiros residentes em Barcelona. Esta nova edição, de 13 sessões, será aplicada de forma digital pelo professor Wagner Novaes, com apoio em vídeos disponíveis na internet. A atividade não tem custo.
Disponível pelo Zoom.
ID: 861 9121 8291
Código de acesso: 230225
Cronograma
2021 – Novembro: 15, 22 (aula cancelada) e 29
2021 – Dezembro: 13, 20 e 28
2022 – Janeiro: 10, 17, 24 e 31
2022 – Fevereiro: 7, 14, 21 e 28
Programação
1 – As razões históricas da música caipira.
2 – MPB e História do Brasil: do ufanismo das escolas de samba às referências a fatos históricos.
3 – MPB e crítica social: Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa, Chico Buarque, Caetano Veloso.
4 – MPB e literatura brasileira (Machado de Assis, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Caetano Veloso).
5 – Música e Gastronomia – Feijoada completa, Vatapá, O rancho da goiabada, Torresmo à Milanesa, Baião de dois, O preto que satisfaz – feijão, Batuque na cozinha, Conversa de botequim. Especial cachaça: Marvada Pinga, Cachaça não é água.
6 –Música e Humor – Adoniran Barbosa (As mariposa / Iracema / O samba do Arnesto / Samba iItaliano – Um samba no Bexiga) – Noel Rosa (A. B. Surdo / Cem mil réis / Conversa de botequim / Gago Apaixonado)– Moreira da Silva / João Bosco e Aldir Blanc.
7 – Música e Religião – Romaria, Se eu quiser falar com Deus, A bandeira do divino, Gitã, Tente Outra Vez, Cálix Bento, Jesus Cristo (Roberto Carlos), Grande poder (Comadre Florzinha).
8 – Música e Filosofia – Coisas do mundo, minha nega, Roda Viva, O que é o que é, Filosofia (Noel Rosa).
9 – Metalinguagem na canção brasileira – A música fala da música (Certas canções, de Tunai e Milton Nascimento – Qualquer canção, de Chico Buarque – Língua, de Caetano Veloso).
10 – Música e intertextualidade literária – A música “recria” textos literários (Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade / Até o fim, de Chico Buarque – No meio do caminho, de Carlos Drummond de Andrade / Itamarandiba, de Milton Nascimento e Fernando Brandt – Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa / Casinha feliz, de Gilberto Gil – A terceira margem do rio, de João Guimarães Rosa / A terceira margem do rio, de Caetano Veloso e Milton Nascimento).
11 – Música e folclore – Aproveitamento de canções do folclore (Boi da cara preta / Acalanto, de Dorival Caymmi – Teresinha de Jesus / Teresinha, de Chico Buarque).
12 – Música e memória coletiva: o caso da Canção do exílio, de Gonçalves Dias. Inúmeras referências ao poema na literatura (Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, José Paulo Paes, Murilo Mendes) e na música (Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim / Canção do expedicionário).
13 – Intertextualidade musical – Canção cita canção, autor cita autor (Eu preciso aprender a ser só, de Marcos Valle – Eu preciso aprender a só ser, de Gilberto Gil / Galope, de Gonzaguinha – Baião-Vozes da Seca-Imbalança, de Luiz Gonzaga – Xote dos poetas, de Zé Ramalho e Capinam – Samba da bênção, Vinicius de Moraes e Baden Powell) – Memória do Café Nice, Milton Carlos e Isolda.
